Senador filipino se refugia no Senado para evitar prisão do TPI
O TPI tornou público o mandado de prisão contra o senador Ronald dela Rosa, que buscou refúgio no Senado filipino para evitar a custódia por crimes contra a humanidade.
Pontos principais
- Ronald dela Rosa é investigado pelo TPI por execuções extrajudiciais durante a gestão de Rodrigo Duterte.
- O TPI oficializou a revelação do mandado de prisão, que anteriormente tramitava sob sigilo.
- O senador foi filmado fugindo de policiais dentro do Senado antes de ser colocado sob custódia protetiva.
- O ex-presidente Rodrigo Duterte está preso em Haia desde 2025, aguardando julgamento pelo TPI.
- O tribunal concluiu que Duterte liderou um plano sistemático para matar supostos criminosos.
- Dela Rosa nega as acusações e classifica o processo como perseguição política.
- A guerra às drogas nas Filipinas resultou em milhares de mortes, superando os registros oficiais da polícia.
O senador filipino Ronald 'Bato' dela Rosa, ex-chefe de polícia durante o governo de Rodrigo Duterte, refugiou-se nas dependências do Senado das Filipinas após o Tribunal Penal Internacional (TPI) tornar público um mandado de prisão contra ele. A ordem judicial, que anteriormente tramitava sob sigilo, integra um esforço do tribunal para responsabilizar autoridades filipinas por execuções extrajudiciais ocorridas durante a violenta guerra contra as drogas iniciada em 2016. Imagens de segurança registraram o parlamentar correndo pelos corredores do prédio para escapar de agentes antes de ser colocado sob custódia protetiva.
O caso intensifica a pressão jurídica sobre figuras políticas ligadas às políticas de segurança de Duterte, que já se encontra detido em Haia desde 2025 aguardando julgamento por crimes contra a humanidade. O TPI concluiu que há fundamentação para acreditar que o ex-presidente liderou um plano sistemático para eliminar supostos criminosos, resultando em milhares de mortes que superam amplamente os números oficiais. Dela Rosa nega qualquer irregularidade e alega ser alvo de perseguição política, enquanto o incidente expõe a profunda tensão entre o governo filipino e as instâncias judiciais internacionais sobre a cooperação jurídica e o futuro das investigações no país.
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