EUA e China avaliam corte de tarifas em até US$ 50 bilhões
Governos de Trump e Xi negociam redução de tarifas em bens não estratégicos para estabilizar o comércio bilateral após queda recorde em 2025.
Pontos principais
- O acordo em discussão prevê cortes recíprocos de tarifas em uma cesta de produtos avaliada entre US$ 30 bilhões e US$ 50 bilhões.
- A proposta foca em metas numéricas para setores como energia e agricultura, deixando de lado exigências de reformas estruturais na China.
- As negociações excluem itens sensíveis à segurança nacional, mantendo restrições sobre tecnologias estratégicas.
- A iniciativa busca reverter a queda acentuada no comércio bilateral, que atingiu em 2025 o menor nível das últimas duas décadas.
- O avanço nas conversas é descrito como lento, mas sinaliza uma tentativa de distensão comercial entre as potências.
Os governos dos Estados Unidos e da China negociam um mecanismo para reduzir tarifas sobre um volume de produtos não estratégicos que varia entre US$ 30 bilhões e US$ 50 bilhões. A estratégia, discutida em reuniões preparatórias na Coreia do Sul, marca uma mudança na política comercial da administração Trump ao priorizar metas numéricas em setores como energia e agricultura, em vez de exigir reformas estruturais no modelo econômico estatal chinês. O objetivo central é estabilizar a relação comercial entre as potências, que registrou em 2025 o menor volume de trocas das últimas duas décadas.
Embora o avanço nas conversas seja descrito como lento, o diálogo sinaliza uma tentativa de distensão comercial. Ao buscar um equilíbrio mais pragmático, Washington e Pequim tentam mitigar os impactos das tensões tarifárias sem comprometer as diretrizes econômicas fundamentais de cada nação. As negociações, contudo, excluem itens considerados sensíveis para a segurança nacional de ambos os países, mantendo o rigor sobre o comércio de tecnologias estratégicas.
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