CNJ investiga desembargador do TJPR por suposta propina em quadriciclo
O Conselho Nacional de Justiça apura denúncia de que o desembargador Francisco Carlos Jorge teria recebido um quadriciclo em troca de decisão judicial.
Pontos principais
- A Construtora Zoller acusa o magistrado de receber um veículo de R$ 62,5 mil como suborno.
- Notas fiscais e depoimentos de um lojista apontam que o quadriciclo foi entregue ao filho do desembargador.
- O advogado Michel Guerios Netto, citado na denúncia, nega as irregularidades e promete medidas criminais.
- O CNJ solicitou informações adicionais ao Tribunal de Justiça do Paraná para dar seguimento à apuração.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou um procedimento para investigar denúncias de corrupção envolvendo o desembargador Francisco Carlos Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). A acusação, movida pela Construtora Zoller, alega que o magistrado teria aceitado um quadriciclo avaliado em R$ 62,5 mil como contrapartida por uma decisão judicial favorável. A denúncia é sustentada por notas fiscais e relatos de um lojista, que conectam a posse do veículo ao filho do desembargador. Em resposta, o advogado Michel Guerios Netto refutou as alegações, classificando-as como infundadas e anunciando que tomará medidas judiciais contra os responsáveis. O caso ganha relevância no atual cenário brasileiro, marcado por intensos debates sobre o endurecimento das punições disciplinares aplicadas a magistrados em casos de má conduta ética ou suspeitas de crimes.
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