Cota de carne bovina do Brasil para a China pode esgotar em setembro de 2026
Um estudo da USP projeta que a cota anual de exportação de carne bovina do Brasil para a China se esgotará em setembro de 2026, devido ao volume recorde de embarques em janeiro, levando o governo a buscar soluções.
Pontos principais
- A China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas para importação de carne bovina brasileira em 2026, com taxa de 12%.
- Pesquisadores do Cepea-Esalq/USP preveem que a cota será atingida em setembro, mantido o ritmo de janeiro.
- Em janeiro de 2026, o Brasil exportou 119,63 mil toneladas de carne bovina para a China, o maior volume para o mês.
- A China foi destino de 46,3% das exportações brasileiras de carne em janeiro, mantendo-se como principal mercado.
- O Ministério da Agricultura discute a criação de um sistema para controlar o volume de exportação e evitar uma "corrida desenfreada" entre frigoríficos.
Um estudo recente da USP aponta que a cota anual de exportação de carne bovina do Brasil para a China, estabelecida em 1,1 milhão de toneladas para 2026, pode se esgotar já em setembro. A projeção dos pesquisadores do Cepea-Esalq/USP baseia-se no volume recorde de 119,63 mil toneladas exportadas para o país asiático em janeiro, o maior para o mês, mesmo com as limitações impostas. A China representou 46,3% das exportações brasileiras de carne no período, consolidando-se como o principal mercado.
Diante desse cenário, o Ministério da Agricultura está em diálogo para desenvolver um sistema de controle do volume de exportação, visando evitar uma competição desordenada entre os frigoríficos. A medida busca gerenciar o fluxo de embarques e garantir a sustentabilidade do comércio com a China, que impõe uma taxa de 12% sobre o volume da cota. Enquanto isso, as cotações do boi gordo e da carne continuam em ascensão, conforme levantamentos do Cepea.
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