América Latina mostra resiliência a choques de petróleo, diz BID
Presidente do BID destaca que a região absorve melhor choques de oferta de petróleo, com o câmbio atuando como amortecedor no caso brasileiro.
Pontos principais
- América Latina e Caribe possuem maior capacidade de absorção de choques de petróleo que África e Ásia.
- A duração do choque é apontada como o principal risco para a inflação de alimentos e a pobreza.
- A valorização do real funciona como mecanismo mitigador para o Brasil contra a inflação externa.
- Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, são essenciais para proteger populações vulneráveis.
Durante a Brazil Week, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, afirmou que a América Latina e o Caribe demonstram maior resiliência diante de choques de oferta de petróleo em comparação com outras regiões emergentes, como África e Ásia. No caso específico do Brasil, a valorização do real tem desempenhado um papel fundamental como amortecedor, ajudando a conter o repasse da inflação externa para os preços internos. Contudo, Goldfajn ressaltou que a duração desses choques permanece como o principal fator de risco, podendo impactar severamente a inflação de alimentos e os índices de pobreza. Para mitigar esses efeitos, o economista defende a manutenção de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, como ferramentas cruciais de proteção social. O cenário impõe desafios complexos aos bancos centrais, que precisam equilibrar o combate à inflação com a preservação da atividade econômica.
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