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Ex-cientista-chefe da OpenAI revela detalhes da tentativa de demissão de Altman

Depoimentos em processo de Elon Musk expõem tensões sobre a governança da OpenAI, revelando disputas por controle e divergências sobre a missão da empresa.

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Foto: InfoMoney
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12/05 às 09:01 · atualizado 18:04

Pontos principais

  • Ilya Sutskever afirmou ter reunido evidências de manipulação por parte de Sam Altman por um ano antes da tentativa de demissão em 2023.
  • Sam Altman testemunhou que Elon Musk fez exigências consideradas 'assustadoras' para assumir o controle total da OpenAI no passado.
  • Bret Taylor, presidente da OpenAI, revelou que a xAI, de Musk, tentou comprar a OpenAI em fevereiro de 2025.
  • Altman negou traição à missão da empresa, alegando que Musk buscava controle total para fins lucrativos.
  • O processo movido por Musk busca US$ 150 bilhões em danos e questiona a honestidade da liderança atual.
  • Satya Nadella, CEO da Microsoft, classificou a crise de gestão de 2023 na startup como um episódio de 'amadorismo'.
  • Sutskever deixou a OpenAI em 2024 para fundar a Safe Superintelligence Inc., enquanto o julgamento segue em Oakland.

O julgamento do processo movido por Elon Musk contra a OpenAI e a Microsoft trouxe novos relatos sobre as tensões históricas na startup. Ilya Sutskever, ex-cientista-chefe, detalhou ao tribunal que compilou um memorando de 52 páginas sobre um suposto padrão de manipulação de Sam Altman, que teria minado executivos e desviado o foco da criação segura de AGI. Em contrapartida, Altman rejeitou as acusações de traição, revelando que Musk exigiu anteriormente uma participação de 90% na organização e tentou fundi-la com a Tesla. O presidente da OpenAI, Bret Taylor, adicionou um novo elemento ao caso ao revelar que a xAI, empresa de Musk, chegou a fazer uma oferta para comprar a OpenAI em fevereiro de 2025.

O litígio, que busca US$ 150 bilhões em indenizações, expõe as profundas divergências sobre a governança e a missão original da empresa. Enquanto os advogados de Musk questionam a honestidade da liderança citando depoimentos de ex-funcionários, Satya Nadella, CEO da Microsoft, criticou a gestão da crise de 2023, classificando o episódio como 'amadorismo'. O desfecho do julgamento em Oakland é considerado crucial, podendo definir o futuro da startup antes de uma possível oferta pública inicial de ações, em um momento em que a disputa judicial continua a revelar os bastidores dos conflitos que moldaram a trajetória da empresa de IA.

Fonte primária

U.S. District Court for the Northern District of California (RECAP/CourtListener)

Videotaped Deposition of Ilya Sutskever — Musk v. Altman, 4:24-cv-04722-YGR (Dkt. 340-1)

Depoimento de Ilya Sutskever tomado em 1º/out/2025 em San Francisco no caso Musk v. Altman (Cal. N.D., 4:24-cv-04722-YGR), classificado originalmente como 'Highly Confidential' e posteriormente entregue ao processo. Sutskever confirma sob juramento que enviou um memorando de 52 páginas (Exhibit 19) apenas aos diretores independentes da OpenAI — Adam D'Angelo, Helen Toner e Tasha McCauley — para 'preparar o memorando' a pedido, 'most likely', de Adam D'Angelo. A abertura do documento afirma que 'Sam exhibits a consistent pattern of lying, undermining his execs, and pitting his execs against one another'. Perguntado qual ação julgava apropriada com base no memorando, responde em uma palavra: 'Termination'. O memorando foi distribuído por meio de 'disappearing email' e Altman foi deliberadamente excluído. Sutskever reconhece que muitos exemplos no documento eram 'secondhand knowledge' — em particular vindos de Mira Murati — e admite que a metodologia de não verificar diretamente com os executivos citados (Brad Lightcap, Greg Brockman, Jason Kwon) é 'an invitation for further' apuração. Sobre a tentativa de fusão com a Anthropic: confirma que no sábado 18/nov/2023, dia seguinte à remoção de Altman, a Anthropic procurou Helen Toner 'com uma proposta para fundir-se com a OpenAI e assumir sua liderança'; houve em seguida ligação do conselho com Dario e Daniela Amodei; Sutskever afirma que ficou 'very unhappy' e que 'really did not want OpenAI to merge with Anthropic'. Sobre o tempo da articulação: diz que vinha considerando a remoção de Altman havia 'at least a year', mas que 'it was not feasible prior' — só passou a ser viável quando 'the majority of the board is not obviously friendly with Sam', após uma sequência de saídas do conselho. Sobre o processo em si, classifica-o como 'rushed'. Sutskever também é interrogado sobre vínculos entre Helen Toner, Tasha McCauley e a Anthropic e sobre o artigo de Toner de out/2023 criticando a OpenAI.

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