O navio de cruzeiro MV Hondius, de bandeira holandesa, atracou no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, após receber autorização das autoridades locais. A embarcação, que iniciou sua expedição em Ushuaia, na Argentina, enfrentou um surto de hantavírus que resultou em três mortes confirmadas. A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, confirmou que o processo de desembarque de cerca de 150 passageiros está sendo concluído sob protocolos rigorosos de segurança, destacando que a maioria dos viajantes apresenta-se assintomática na triagem inicial. A cepa identificada é considerada rara e possui a característica de transmissão entre humanos, o que motivou um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), embora a entidade reforce que o risco global é baixo e que a transmissão exige contato muito próximo.
Para garantir a logística da operação, a Unidade Militar de Emergências da Espanha foi mobilizada para realizar o transporte dos passageiros diretamente do porto até o aeroporto de Tenerife-Sul. Entre os repatriados, catorze cidadãos espanhóis foram os primeiros a serem transportados por uma aeronave militar para Madri, onde permanecerão em quarentena obrigatória nas instalações do Hospital Gómez Ulla. Os demais passageiros estrangeiros, incluindo cidadãos da Holanda, Alemanha, Bélgica e Irlanda, seguem aguardando voos dedicados de repatriação, com a operação completa prevista para ser finalizada até a próxima segunda-feira.
Paralelamente à operação nas Canárias, o governo britânico executou uma missão extraordinária em Tristão da Cunha. Devido à ausência de infraestrutura aeroportuária local, paraquedistas da 16ª Brigada de Assalto Aéreo foram lançados na região para entregar suprimentos médicos essenciais e oxigênio, visando conter o avanço da doença na localidade. O cenário sanitário tornou-se mais complexo com a notificação de casos relacionados ao surto em países como Suíça, Holanda e África do Sul, mantendo especialistas em doenças infecciosas em alerta constante para monitorar a dinâmica de propagação desta cepa.
Todos os ocupantes do navio estão passando por um processo de triagem médica detalhada e deverão cumprir períodos rigorosos de isolamento após o retorno aos seus países de origem. Após a conclusão da evacuação total dos passageiros, o MV Hondius seguirá viagem rumo a Rotterdam, nos Países Baixos, operando apenas com parte da tripulação. Governos internacionais continuam coordenando os procedimentos de repatriação para assegurar que os passageiros recebam o suporte médico adequado, mantendo a prioridade absoluta no controle sanitário e na mitigação de riscos adicionais de contágio durante o processo de dispersão dos viajantes.
Agência Brasil - EBC • 10 mai, 15:32
Global News CA World • 10 mai, 11:43
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