O uso crescente do dólar em transações diárias em Cuba aprofunda a desigualdade social entre quem possui acesso a divisas e quem depende do peso.
A economia informal de Cuba passa por uma transformação estrutural com a adoção generalizada do dólar em transações comerciais cotidianas. O que anteriormente era uma prática restrita a zonas turísticas expandiu-se para restaurantes, lojas privadas e serviços básicos em Havana, consolidando a moeda estrangeira como um meio de troca essencial. Essa mudança reflete a busca por estabilidade diante das dificuldades enfrentadas pela moeda local, o peso cubano. A dolarização, contudo, tem gerado um impacto social significativo ao aprofundar a desigualdade na ilha. O fenômeno cria uma divisão clara entre os cidadãos que possuem acesso a divisas, permitindo maior poder de compra e acesso a bens, e aqueles que dependem exclusivamente do peso, ficando à margem dessa nova dinâmica econômica. Esse cenário redesenha as relações de consumo e expõe as fragilidades do sistema financeiro vigente no país.
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