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Importadores chineses buscam carne brasileira livre de desmatamento

Associação de Tianjin planeja comprar 50 mil toneladas de carne bovina certificada, aceitando pagar ágio por produtos com rastreabilidade ambiental.

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Foto: G1 - Economia
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09/05 às 08:01

Pontos principais

  • A Associação da Indústria de Carnes de Tianjin pretende adquirir 50 mil toneladas de carne bovina brasileira certificada até o fim de 2025.
  • O projeto utiliza o selo 'Beef on Track' para assegurar conformidade ambiental e trabalhista na cadeia produtiva.
  • Importadores chineses sinalizaram disposição para pagar até 10% a mais por produtos que comprovem a ausência de ligação com desmatamento.
  • A ABIEC alerta que novas exigências de certificação podem gerar barreiras comerciais, enquanto o setor enfrenta desafios como a 'lavagem de gado'.

A Associação da Indústria de Carnes de Tianjin iniciou um movimento para importar 50 mil toneladas de carne bovina brasileira com certificação de sustentabilidade até o final do ano. A iniciativa utiliza o selo 'Beef on Track' para garantir a rastreabilidade da origem do gado, atendendo a uma demanda crescente por produtos livres de desmatamento. Para viabilizar a transição, os importadores chineses aceitaram pagar um ágio de até 10% sobre o valor de mercado. A medida visa alinhar o consumo chinês a padrões ambientais mais rigorosos, embora o setor enfrente obstáculos técnicos, como a prática de 'lavagem de gado' e a complexidade da verificação completa da cadeia. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) manifestou preocupação com possíveis barreiras comerciais, enquanto cotas de importação impostas pela China para proteger sua indústria local podem influenciar o cronograma de entrega.

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