Vendas de veículos têm melhor abril em 12 anos, mas produção e exportações caem
O mercado brasileiro registrou o melhor abril em 12 anos, com alta de 19% nas vendas, enquanto o setor de eletrificados atinge recorde de participação.
Pontos principais
- As vendas de veículos em abril de 2026 totalizaram 248,3 mil unidades, alta de 19% em relação a abril de 2025.
- A produção de veículos atingiu 238,5 mil unidades em abril, um crescimento de 2,4% na comparação anual.
- As exportações recuaram 16,9% no primeiro quadrimestre, impactadas pela menor demanda do mercado argentino.
- O setor de veículos eletrificados atingiu um recorde de 18,3% de participação nas vendas totais do país.
- No acumulado do ano, as vendas cresceram 14,9% e a produção 4,9% em relação ao mesmo período de 2025.
- O programa federal Move Brasil busca reverter a queda nas vendas de caminhões, que ainda apresentam retração no acumulado do ano.
As vendas de veículos no Brasil em abril de 2026 atingiram 248,3 mil unidades, marcando o melhor desempenho para o mês em 12 anos e um aumento de 19% em relação a abril de 2025. O mercado interno foi impulsionado pelo avanço dos veículos eletrificados, que alcançaram um recorde de 18,3% de participação nas vendas totais. No acumulado do ano, o setor já soma 873,5 mil veículos emplacados, um crescimento de 14,9% sobre o mesmo período de 2025, embora o segmento de caminhões ainda enfrente retração, motivando a implementação do programa federal Move Brasil para estimular a demanda.
Em contrapartida, a produção industrial apresentou um cenário mais contido, com 238,5 mil unidades fabricadas em abril, um crescimento de 2,4% na comparação anual. O desempenho produtivo é pressionado pela queda nas exportações, que recuaram 16,9% no primeiro quadrimestre. Esse resultado é reflexo direto da redução das compras pela Argentina, que diminuiu significativamente a demanda por veículos brasileiros. A Anfavea aponta que a desaceleração na produção também é influenciada pelo aumento da presença de veículos importados no mercado nacional, mantendo o setor em um momento de ajuste entre o forte consumo interno e as dificuldades no comércio exterior.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
