A Maersk, segunda maior linha de transporte de contêineres do mundo, alertou que o conflito com o Irã terá um impacto econômico duradouro, com previsão de persistir por meses. A empresa estima que seus custos operacionais aumentarão em US$ 500 milhões por mês devido à situação, impulsionado pelo preço do petróleo a US$ 100 por barril. Este cenário afeta diretamente as rotas de transporte marítimo e a cadeia de suprimentos global, gerando incerteza para o comércio internacional e os custos de frete. O fechamento do Estreito de Hormuz é um fator chave para este impacto, e há uma crescente preocupação com um possível colapso na demanda do consumidor.
O CEO da Maersk, Vincent Clerc, anunciou que o choque do petróleo causado pela guerra do Irã elevará significativamente os custos da empresa neste e no próximo trimestre, e que esses aumentos serão integralmente repassados aos clientes devido à alta dependência da indústria de combustíveis. Apesar do conflito, o comércio global mostrou resiliência no primeiro trimestre, com a Maersk registrando crescimento em volumes de contêineres, terminais e receita de logística. A empresa mantém oito navios retidos no Golfo e participou de uma operação com a Marinha dos EUA para resgatar um navio e sua tripulação do Estreito de Hormuz. A Maersk busca uma solução política para a reabertura do Estreito de Hormuz e continua a acompanhar os riscos para a cadeia de suprimentos e a demanda do consumidor final, focando na segurança da tripulação e na agilidade para atender clientes.
Times Brasil • 7 mai, 22:59
Folha de São Paulo - Mercado • 7 mai, 14:11
Financial Times World • 7 mai, 04:25
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