Maersk alerta para impacto econômico de conflito com Irã e repassará custos
A Maersk prevê que o conflito com o Irã terá impacto econômico duradouro, elevando custos em US$ 500 milhões mensais, que serão repassados aos clientes.
Pontos principais
- A Maersk, segunda maior linha de transporte de contêineres, alertou sobre o impacto econômico do conflito com o Irã.
- A empresa estima um aumento de US$ 500 milhões por mês em seus custos operacionais, impulsionado pelo preço do petróleo a US$ 100 por barril.
- O CEO da Maersk anunciou que os custos adicionais serão integralmente repassados aos clientes devido à alta dependência de combustíveis.
- A previsão é que os efeitos econômicos e o choque do petróleo persistam por vários meses, afetando o trimestre atual e o próximo.
- O fechamento do Estreito de Hormuz é um fator chave para o impacto no comércio global, com preocupação sobre a demanda do consumidor.
- Apesar do conflito, o comércio global mostrou resiliência no primeiro trimestre, com a Maersk registrando crescimento em volumes de contêineres e receita de logística.
- A Maersk mantém oito navios retidos no Golfo e participou de uma operação com a Marinha dos EUA para resgatar um navio e sua tripulação do Estreito de Hormuz.
- A empresa busca uma solução política para a reabertura do Estreito de Hormuz e foca na segurança da tripulação e na agilidade para atender clientes.
A Maersk, segunda maior linha de transporte de contêineres do mundo, alertou que o conflito com o Irã terá um impacto econômico duradouro, com previsão de persistir por meses. A empresa estima que seus custos operacionais aumentarão em US$ 500 milhões por mês devido à situação, impulsionado pelo preço do petróleo a US$ 100 por barril. Este cenário afeta diretamente as rotas de transporte marítimo e a cadeia de suprimentos global, gerando incerteza para o comércio internacional e os custos de frete. O fechamento do Estreito de Hormuz é um fator chave para este impacto, e há uma crescente preocupação com um possível colapso na demanda do consumidor.
O CEO da Maersk, Vincent Clerc, anunciou que o choque do petróleo causado pela guerra do Irã elevará significativamente os custos da empresa neste e no próximo trimestre, e que esses aumentos serão integralmente repassados aos clientes devido à alta dependência da indústria de combustíveis. Apesar do conflito, o comércio global mostrou resiliência no primeiro trimestre, com a Maersk registrando crescimento em volumes de contêineres, terminais e receita de logística. A empresa mantém oito navios retidos no Golfo e participou de uma operação com a Marinha dos EUA para resgatar um navio e sua tripulação do Estreito de Hormuz. A Maersk busca uma solução política para a reabertura do Estreito de Hormuz e continua a acompanhar os riscos para a cadeia de suprimentos e a demanda do consumidor final, focando na segurança da tripulação e na agilidade para atender clientes.
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