A indústria brasileira de fundos de ações enfrenta uma crise severa, com o patrimônio total encolhendo mais de 80%, atingindo cerca de R$ 100 bilhões. Gestores como Cesar Paiva e Pedro Gonzaga apontam o imediatismo dos investidores brasileiros como um fator chave para essa retração. A alta taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano, torna a renda fixa consideravelmente mais atraente, desviando capital do mercado de ações e desestimulando o risco.
Essa situação contrasta com o mercado americano, onde o investimento em ações é um hábito culturalmente enraizado. No Brasil, a associação do mercado de ações ao Ibovespa e a instabilidade da política econômica contribuem para a aversão ao risco. A recuperação do setor de fundos de ações no país dependerá de uma queda sustentada das taxas de juros e de uma mudança cultural dos investidores em relação ao investimento de longo prazo.
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