O mercado de capitais brasileiro, após um período de extremos caracterizado por um boom de IPOs seguido por uma alta da Selic e escassez de novas ofertas, vislumbra agora uma recuperação gradual. A queda da taxa de juros e o crescente interesse de capital estrangeiro são apontados como os principais impulsionadores dessa mudança. Apesar das incertezas geopolíticas, como os conflitos no Oriente Médio que elevam os preços do petróleo, e da cautela local devido à situação fiscal e à corrida eleitoral, o fluxo de capital estrangeiro tem sido um motor significativo para a bolsa brasileira, somando mais de R$ 67 bilhões.
Gestores locais já ajustam suas posições, reconhecendo a força desse fluxo para mercados emergentes. Embora os volumes de ofertas de ações permaneçam modestos, a fila para novos IPOs começa a se formar, impulsionada pela expectativa de queda dos juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto em março, e a projeção é que a taxa atinja 12,5% até dezembro, o que pode aliviar empresas endividadas e estimular a migração de capital para a bolsa.
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