Uma história sobre o suposto uso de golfinhos kamikazes pelo Irã no Golfo Pérsico ganhou destaque após uma reportagem do The Wall Street Journal e uma entrevista coletiva do Secretário de Guerra dos EUA, Peter Hegseth. A reportagem do WSJ mencionou a possibilidade de o Irã usar golfinhos treinados, citando uma matéria da BBC dos anos 2000 sobre a compra de golfinhos militares pela União Soviética. Embora a ideia de golfinhos kamikazes seja amplamente considerada ficção, o uso militar de mamíferos marinhos é uma prática real e desenvolvida pelos EUA desde os anos 1960.
O Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha dos EUA treina golfinhos-nariz-de-garrafa e leões-marinhos para detectar, localizar e recuperar objetos subaquáticos, aproveitando seu sonar natural. O programa recebeu financiamento significativo do Pentágono, com US$ 14 milhões anuais até 2020. Há evidências do uso de golfinhos para vigilância na Guerra do Vietnã e pelo Bahrein na Guerra dos Petroleiros, além da limpeza de minas no Golfo Pérsico durante a invasão do Iraque em 2003. No entanto, não há evidências suficientes de que golfinhos seriam empregados para explodir navios.
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