Mercados globais reagem positivamente a notícias de progresso em um acordo de paz entre EUA e Irã, com queda nos preços do petróleo, alta nas ações e otimismo com IA.
Os mercados globais reagiram a notícias de um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, com o presidente Donald Trump anunciando "grande progresso" em direção a um "acordo final". O Irã está atualmente revisando uma proposta de paz apoiada por Washington, e Trump afirmou que o conflito terminará se ambas as partes chegarem a um acordo. Este otimismo impulsionou o ETF brasileiro EWZ, que registrou alta de 1,69% no pré-market, e levou mercados de ações asiáticos e globais a atingirem máximas históricas. Nos EUA, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq Composite registraram altas expressivas, com o S&P 500 e Nasdaq atingindo novas máximas. O Ibovespa também subiu, impulsionado pela expectativa de distensão geopolítica, embora com ganhos limitados para as petroleiras. Em contrapartida, os preços do petróleo Brent e WTI caíram cerca de 8%, impactando os ADRs da Petrobras, que sofreram uma queda de 5,35%.
A Casa Branca indicou estar próxima de um memorando preliminar para encerrar o conflito, e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã sinalizou a retomada segura da travessia pelo Estreito de Ormuz, reforçando a distensão. No entanto, Trump expressou incerteza sobre a aceitação dos termos pelo Irã, alertando que, sem acordo, os bombardeios seriam mais intensos, o que levou a uma redução nos ganhos das bolsas. Um acordo EUA-Irã pode reduzir o prêmio geopolítico do petróleo, pressionando a commodity para baixo. Para o Ibovespa, o efeito é ambíguo: perda de suporte via energia, mas melhora das expectativas inflacionárias e alívio de custos para setores dependentes de combustível. Setores como bancos, varejo e construção civil seriam beneficiados por uma possível aceleração no corte da Selic, enquanto as petroleiras perderiam o prêmio de risco.
Paralelamente, a euforia em torno da inteligência artificial (IA) continua a impulsionar o setor de tecnologia, com destaque para a Apple e a fabricante de chips Advanced Micro Devices, que teve um salto de 18,6% após projeções otimistas. Analistas preveem que o fim das hostilidades pode impulsionar a recuperação de mercados sensíveis e de ações. No cenário nacional, o presidente Lula tem viagem marcada a Washington para um encontro com Donald Trump, onde o combate ao crime organizado será um dos temas centrais da agenda.
Financial Times World • 6 mai, 22:45
Times Brasil • 6 mai, 18:00
InfoMoney • 6 mai, 14:37
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