O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, está em visita à China, onde se reuniu com o chanceler chinês, Wang Yi, nesta quarta-feira (6). Esta é a primeira visita de um alto funcionário iraniano a Pequim desde o início da guerra, e precede a cúpula agendada entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, que também se encontrarão em Busan, Coreia do Sul. Após as conversas com Araqchi, Wang Yi pediu um "cessar-fogo completo" entre EUA e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Analistas geopolíticos indicam que a aproximação chinesa com Teerã pode ser uma estratégia de Xi Jinping para obter vantagem nas próximas negociações com os Estados Unidos.
Os encontros ocorrem em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica para o transporte de petróleo, com ataques recentes entre EUA e Irã. Os EUA têm exigido a abertura do Estreito de Ormuz. A China tem buscado fortalecer seus laços com o Irã e mantém uma postura neutra no conflito, criticando ataques à soberania iraniana e atuando como mediadora. Pequim defende a manutenção do cessar-fogo e o fim das restrições no Estreito de Ormuz. A cúpula entre Trump e Xi deve focar em questões comerciais e de segurança, e a relação com o Irã pode ser um ponto de pressão para a China. Além disso, Taiwan é um provável tema de discussão, com o Secretário de Estado Marco Rubio afirmando que os EUA não querem eventos desestabilizadores na região.
Folha de São Paulo - Mundo • 6 mai, 05:33
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