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China pede cessar-fogo e reabertura de Ormuz antes de cúpula Trump-Xi

A China intensifica sua diplomacia, pedindo cessar-fogo entre EUA e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, antes da cúpula Trump-Xi que discutirá a compra de petróleo iraniano.

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Foto: Bloomberg - Markets
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06/05 às 04:05 · atualizado 11:10

Pontos principais

  • O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, visitou a China para se reunir com o chanceler chinês, Wang Yi.
  • A visita é a primeira de um alto funcionário iraniano a Pequim desde o início da guerra e ocorre uma semana antes da cúpula entre Trump e Xi.
  • Wang Yi pediu um "cessar-fogo completo" entre EUA e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.
  • Analistas veem a aproximação como uma possível estratégia de Xi Jinping para fortalecer sua posição nas negociações com Trump.
  • Os encontros acontecem em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz, com ataques recentes entre EUA e Irã.
  • A China mantém uma postura neutra no conflito, atuando como mediadora e defendendo o cessar-fogo.
  • A compra de petróleo iraniano pela China será um dos temas da cúpula Trump-Xi, conforme Jamieson Greer, Representante Comercial dos EUA.
  • Taiwan é um provável tema de discussão entre Trump e Xi Jinping, com os EUA buscando evitar eventos desestabilizadores na região.

O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, está em visita à China, onde se reuniu com o chanceler chinês, Wang Yi, nesta quarta-feira (6). Esta é a primeira visita de um alto funcionário iraniano a Pequim desde o início da guerra, e precede a cúpula agendada entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, que também se encontrarão em Busan, Coreia do Sul. Após as conversas com Araqchi, Wang Yi pediu um "cessar-fogo completo" entre EUA e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Analistas geopolíticos indicam que a aproximação chinesa com Teerã pode ser uma estratégia de Xi Jinping para obter vantagem nas próximas negociações com os Estados Unidos, enquanto a China busca aumentar sua influência na resolução de conflitos internacionais.

Os encontros ocorrem em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica para o transporte de petróleo, com ataques recentes entre EUA e Irã. Os EUA têm exigido a abertura do Estreito de Ormuz. A China tem buscado fortalecer seus laços com o Irã e mantém uma postura neutra no conflito, criticando ataques à soberania iraniana e atuando como mediadora. Pequim defende a manutenção do cessar-fogo e o fim das restrições no Estreito de Ormuz.

A cúpula entre Trump e Xi, que ocorrerá em Pequim nos dias 14 e 15 de maio, deve focar em questões comerciais e de segurança. A compra de petróleo iraniano pela China será um dos temas centrais de discussão, conforme declarado por Jamieson Greer, Representante Comercial dos EUA, no programa "Bloomberg Surveillance". A relação com o Irã pode ser um ponto de pressão para a China. Além disso, Taiwan é um provável tema de discussão, com o Secretário de Estado Marco Rubio afirmando que os EUA não querem eventos desestabilizadores na região.

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