O ex-presidente Michel Temer expressou preocupação com a radicalização política nas eleições de 2026 e defendeu a apresentação de projetos claros pelos candidatos para pacificar o cenário institucional.

O ex-presidente Michel Temer alertou para a crescente radicalização política que, segundo ele, deve marcar as eleições presidenciais de 2026. Em vez de um debate focado em projetos e propostas para o país, Temer prevê que a disputa se concentrará em personalidades. Para combater essa tendência e promover a pacificação institucional, o ex-presidente defendeu que os candidatos apresentem programas claros, permitindo que o eleitor compare propostas em vez de se prender a figuras políticas. Ele também criticou a disfuncionalidade institucional no Brasil e ressaltou a importância do cumprimento da Constituição.
Temer reiterou sua defesa do semipresidencialismo como um modelo que poderia dar mais responsabilidade ao Congresso e abordou a questão das emendas parlamentares, defendendo maior transparência orçamentária. Ele sugeriu que reformas estruturais, como a administrativa, deveriam ser implementadas no início dos governos para evitar custos eleitorais. Na área de segurança pública, propôs a criação de um órgão nacional de coordenação para combater o crime organizado. O ex-presidente também analisou o impacto das redes sociais no debate público e na formação de novas lideranças, notando uma recuperação do papel da imprensa.
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