O HSBC reportou lucro líquido de US$ 6,94 bilhões no primeiro trimestre de 2026, abaixo do esperado, impactado por um encargo de fraude e riscos geopolíticos, levando à queda das ações.
O HSBC divulgou lucros abaixo das expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2026, com o lucro líquido atingindo US$ 6,94 bilhões, um aumento marginal de 0,1% em relação ao ano anterior, mas aquém da previsão de US$ 7,02 bilhões de analistas. O lucro antes de impostos, métrica preferida do banco, recuou 1,1%, para US$ 9,38 bilhões, enquanto o lucro total caiu 4% para US$ 9,4 bilhões. O resultado foi impactado por um encargo inesperado de US$ 400 milhões relacionado a fraudes no setor de crédito privado no Reino Unido. Além disso, o banco enfrentou pressões decorrentes de crescentes riscos econômicos globais, especialmente aqueles originados do conflito entre EUA-Israel e Irã, para o qual reservou US$ 300 milhões adicionais.
A divulgação dos resultados levou a uma queda significativa nas ações do banco, com recuo de quase 6% na Bolsa de Londres e 5,16% em Hong Kong. Apesar da queda no lucro, a receita do HSBC registrou um aumento de 6% no mesmo período, atingindo US$ 18,6 bilhões, com a receita de juros avançando 7,7% para US$ 8,9 bilhões. O HSBC elevou sua meta de receita com juros para 2026 para US$ 46 bilhões, mas manteve a meta de retorno sobre o capital tangível (RoTE) de 17% ou mais. Analistas como Tomasz Noetzel, da Bloomberg Intelligence, observaram que a combinação do encargo por fraude e a instabilidade econômica global foram fatores-chave para os resultados divulgados pelo HSBC.
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