O fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de energia global, expôs lacunas significativas nos planos de contingência e modelagem de riscos. Considerado impensável em avaliações anteriores, como as realizadas em 2007 e 2022, a interrupção completa do estreito não foi modelada devido à sua improbabilidade ou escala catastrófica. O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, destacou que o potencial de fechamento foi subestimado, apesar de o estreito ser o ponto de estrangulamento mais importante do sistema energético global, responsável por aproximadamente um quinto do petróleo e gás natural liquefeito mundial.
A atual crise revela que a imprevisibilidade geopolítica, aliada ao uso de novas tecnologias como drones, torna cenários extremos mais difíceis de prever e modelar. Embora os Estados Unidos estejam menos dependentes de petróleo estrangeiro e sejam o maior produtor mundial de petróleo e gás natural, a falta de um plano para tal interrupção global sublinha a necessidade de reavaliar as suposições sobre riscos extremos no setor energético.
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