A BB Seguridade (BBSE3) anunciou um lucro líquido ajustado de R$ 2,219 bilhões no primeiro trimestre de 2026, superando as expectativas dos analistas. Este resultado representa um crescimento de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo impulsionado principalmente pela melhora significativa no resultado financeiro da companhia e pelo desempenho da Brasilprev.
O resultado financeiro do grupo teve um salto de 58,5% anualmente, alcançando R$ 507 milhões, o que correspondeu a 22,8% do lucro líquido total. Essa performance foi atribuída à alta da taxa Selic e à redução do custo do passivo da Brasilprev, decorrente da deflação do IGP-M. A Brasilprev, com um aumento de R$ 136,5 milhões no lucro, foi a principal responsável pelo crescimento anual, beneficiada pela melhora do resultado financeiro e eficiência operacional. BrasilCap, holdings, BB Corretora e BrasilSeg também contribuíram positivamente. Os prêmios emitidos pela Brasilseg e as reservas de previdência da Brasilprev mantiveram-se dentro das estimativas para o ano, apesar de uma queda de 2,3% nos prêmios da Brasilseg, que registrou uma sinistralidade de 23,9%, uma redução de 2,2 pontos percentuais. Houve um recuo de 2,9% na comparação com o quarto trimestre de 2025.
Antes da divulgação, o Itaú BBA projetava um lucro líquido de R$ 2,107 bilhões para a BB Seguridade, enquanto o Bradesco BBI estimava R$ 2,1 bilhões, com ambos os bancos apontando para uma leitura negativa devido a desafios em seguros rurais e de crédito à vida, e uma retração trimestral de 8% no lucro. Em contrapartida, para a Caixa Seguridade (CXSE3), o Itaú BBA estimava lucro líquido de R$ 1,112 bilhão, com uma leitura neutra a construtiva, impulsionada por seguros habitacionais e previdência, e o Bradesco BBI projetava avanço de 1% trimestral no lucro da concorrente.
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