Uma investigação da CNN revelou a existência de uma rede global de homens que compartilham vídeos de mulheres dopadas, inconscientes ou sedadas sendo violentadas. O material circula amplamente em fóruns, grupos privados e sites pornográficos, como o Motherless, que abriga milhares de vídeos de abuso. A reportagem destaca que os agressores são homens comuns, como exemplificado pelo caso de Gisèle Pelicot na França, violentada pelo marido e outros homens.
Jornalistas se infiltraram nesses grupos, onde homens trocam conselhos sobre como dopar parceiras, filmá-las e evitar rastros digitais. Casos de vítimas como Zoe Watts na Inglaterra e Valentina na Itália reforçam a gravidade e a proximidade dos agressores. Em resposta, associações francesas, como a Fondation des Femmes e M'endors pas, clamam por investigação judicial, intervenção de órgãos reguladores para bloquear sites e retirar conteúdos ilícitos, e a criação de uma lei específica contra a violência sexista e sexual para combater crimes organizados no ambiente digital.
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