Investigação revela rede global de homens que compartilham vídeos de mulheres dopadas e violentadas
Uma investigação da CNN revelou a existência de uma rede global de homens que compartilham vídeos de mulheres dopadas e violentadas, evidenciando a organização de agressores em fóruns e sites pornográficos e a urgência de ações contra crimes sexuais digitais.
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03/05 às 11:20
Pontos principais
- Uma investigação da CNN expôs uma rede internacional de homens que compartilham vídeos de mulheres dopadas, inconscientes ou sedadas sendo violentadas.
- O material circula em fóruns, grupos privados e sites pornográficos como o Motherless, que abriga milhares de vídeos de abuso.
- A história de Gisèle Pelicot, uma francesa violentada pelo marido e outros homens, é citada como um exemplo de que os agressores são homens comuns.
- Jornalistas se infiltraram em grupos onde homens trocam conselhos sobre como dopar parceiras, filmá-las e evitar rastros digitais.
- Casos de vítimas como Zoe Watts na Inglaterra e Valentina na Itália ilustram a gravidade e a proximidade dos agressores.
- Associações francesas, como a Fondation des Femmes e M'endors pas, pedem investigação judicial e intervenção de órgãos reguladores para bloquear sites e retirar conteúdos ilícitos.
- As organizações defendem a criação de uma lei contra a violência sexista e sexual para combater crimes organizados no ambiente digital.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gisèle PelicotIsabell Beer (jornalista alemã)Isabel Ströh (jornalista alemã)Zoe WattsValentinaCaroline Darian (filha de Gisèle Pelicot)
Organizações
CNNg1ReutersBBCFondation des FemmesM'endors pasArcomPharos
Lugares
EuropaFrançaDevonInglaterraItália
