Mais da metade das mulheres em alguns países africanos utiliza produtos de clareamento da pele, uma prática que levanta preocupações devido aos potenciais riscos à saúde, como descoloramento, lesões a órgãos e condições neurológicas. Pesquisadores estão desenvolvendo ferramentas para investigar as razões por trás dessa tendência, que é prevalente em diversas nações do continente, com 77% de uso na Nigéria e 32% na África do Sul.
Um estudo recente com 221 mulheres negras africanas, utilizando o Teste de Associação Implícita da Pele (Skin IAT), revelou que 79% demonstraram preferência automática por pele mais clara, em contraste com as autoavaliações. As raízes do clareamento da pele são atribuídas a séculos de história colonial, ideais de beleza eurocêntricos e sistemas econômicos, sugerindo a necessidade de métodos multidimensionais para entender a complexidade do fenômeno e a discrepância entre o que é dito e o que é sentido.
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