O centenário de nascimento do geógrafo Milton Santos, em 3 de maio de 2026, destaca a atualidade de suas teorias sobre desigualdades e globalização, com homenagens de autoridades e eventos acadêmicos.

O legado do geógrafo Milton Santos, que completaria 100 anos em 3 de maio de 2026, continua sendo debatido e aplicado por pesquisadores no Brasil e no exterior. Suas teorias sobre as desigualdades socioeconômicas e urbanas, como a dos circuitos urbanos, permanecem relevantes para entender as dinâmicas de consumo e exclusão em cidades. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também homenageou o geógrafo, destacando a atualidade de seu pensamento para compreender as desigualdades da globalização e os potenciais de transformação.
Intelectual negro que enfrentou o racismo estrutural, Santos articulou economia, política e sociedade em sua obra, defendendo que a distribuição desigual de infraestrutura é resultado de decisões políticas e econômicas. Conceitos como 'Por uma outra globalização' e 'meio técnico-científico-informacional' demonstram como a globalização e a tecnologia podem aprofundar as desigualdades. Contudo, Milton Santos também reconhecia o potencial das redes e tecnologias para que populações locais criassem alternativas e transformassem o território em um espaço de resistência. Diversos eventos e seminários estão sendo realizados em universidades para celebrar sua obra e discutir a atualidade de suas ideias.
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