O pré-candidato à presidência Romeu Zema afirmou que, se eleito, poderá propor mudanças na legislação brasileira para permitir que jovens trabalhem mais cedo. Inicialmente mencionando "crianças" e depois "adolescentes", Zema defende que o trabalho digno forma caráter, disciplina e evita o ingresso no crime organizado, citando sua própria experiência e exemplos dos Estados Unidos. Atualmente, a idade mínima para trabalho no Brasil é de 16 anos, com aprendizes a partir dos 14 anos em condições específicas.
A proposta gerou críticas de especialistas. Cláudia Costin, ex-diretora do Banco Mundial, argumentou que a medida prejudicaria as crianças e contraria as diretrizes da Organização Internacional do Trabalho, que desaconselha o trabalho durante a idade escolar obrigatória. Costin ressaltou que o Brasil já enfrenta desafios de produtividade devido à baixa escolaridade de gerações anteriores e defende o aumento do tempo de permanência dos jovens nas escolas. Dados do IBGE de 2024 indicam que 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no país.
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