Documentários sobre democracia no Brasil e Paraguai concorrem no Platino
Dois documentários, um brasileiro e um paraguaio, que abordam a fragilidade da democracia na América Latina, disputam o prêmio de melhor documentário na 13ª edição do Prêmio Platino.
Pontos principais
- O documentário brasileiro "Apocalipse nos Trópicos", de Petra Costa, discute a influência da religião evangélica na política e a ascensão e queda do governo Bolsonaro.
- O filme paraguaio "Sob as bandeiras, o Sol", de Juanjo Pereira, retrata a ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989) e o papel da mídia na sustentação do regime.
- A ditadura de Stroessner durou 35 anos, resultando em 20 mil vítimas e 420 mortos ou desaparecidos, e contou com a colaboração do Brasil na Operação Condor.
- A 13ª edição do Prêmio Platino, principal condecoração do cinema ibero-americano, terá sua cerimônia de premiação no México.
Dois documentários que exploram a fragilidade da democracia na América Latina estão entre os finalistas do Prêmio Platino, a principal condecoração do cinema ibero-americano. O filme brasileiro "Apocalipse nos Trópicos", dirigido por Petra Costa, investiga a influência da religião evangélica na política e a trajetória do governo Bolsonaro. Já a produção paraguaia "Sob as bandeiras, o Sol", de Juanjo Pereira, aborda a ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989) e o papel da mídia na manutenção do regime.
A ditadura de Stroessner, que durou 35 anos, foi responsável por 20 mil vítimas e 420 mortos ou desaparecidos, e contou com a colaboração do Brasil na Operação Condor. A parceria entre os dois países durante esse período incluiu a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em condições consideradas desfavoráveis ao Paraguai. A cerimônia de premiação da 13ª edição do Prêmio Platino ocorrerá no México.
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