Produções cinematográficas latino-americanas continuam a abordar temas como democracia, memória política e o legado do autoritarismo, refletindo as tensões regionais.

O cinema latino-americano tem se consolidado como um importante fórum para a discussão de temas como democracia, memória política e o legado de regimes autoritários. Filmes como os brasileiros "O Agente Secreto" de Kleber Mendonça e "Apocalipse nos Trópicos" de Petra Costa, além do documentário paraguaio "Sob as bandeiras, o Sol" de Juanjo Pereira, estão entre os concorrentes ao Prêmio Platino, a principal premiação do cinema ibero-americano, destacando a relevância desses assuntos na produção cinematográfica regional.
Especialistas na área, como o professor Paulo Renato da Silva e a professora Marina Tedesco, ressaltam que a persistência desses temas no cinema reflete as tensões e a "pauta não resolvida" da fragilidade democrática na América Latina. Eles enfatizam que, enquanto a democracia é vista como o caminho para atender às demandas sociais, governos autoritários frequentemente atacam o cinema por abordar questões incômodas. Em 2025, o filme "Ainda Estou Aqui", que trata da ditadura brasileira, foi o grande vencedor do Prêmio Platino.
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