A Suprema Corte dos EUA enfraqueceu a Lei dos Direitos de Voto, dificultando a contestação de mapas eleitorais e levando democratas a planejar redistritamento agressivo.
A Suprema Corte dos Estados Unidos enfraqueceu um instrumento fundamental da Lei dos Direitos de Voto de 1965, legislação criada para combater a discriminação racial nas eleições. A decisão pode alterar a forma como os representantes são eleitos, impactando diretamente a participação política de minorias raciais, como negros e latinos, que viram sua representação crescer de 1.500 em 1970 para mais de 10 mil atualmente, em grande parte devido a essa lei. A medida da Corte, com sua maioria conservadora, dificulta a contestação de mapas eleitorais manipulados pela prática de gerrymandering, exigindo prova de discriminação intencional para questionar o critério racial no desenho de distritos. A Corte também considerou inconstitucional o mapa eleitoral da Louisiana, o que limita ainda mais o uso dessa lei histórica que protege eleitores negros.
Em resposta a essa decisão, que removeu barreiras para o redistritamento partidário, democratas em vários estados dos EUA estão considerando planos agressivos para as eleições de 2028. Líderes democratas, como Hakeem Jeffries e Pete Aguilar, identificaram estados como Nova York, Illinois, Colorado, Maryland, Califórnia, Washington e Oregon como alvos potenciais para novos mapas eleitorais. Legisladores que antes resistiam a tais ações agora estão abertos à ideia, afirmando que "tudo deve ser considerado neste momento", visando aumentar sua representação no Congresso.
Axios - Main • 1 mai, 18:01
G1 Mundo • 1 mai, 05:00
Folha de São Paulo - Mundo • 30 abr, 15:37
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