A Suprema Corte dos Estados Unidos enfraqueceu um instrumento fundamental da Lei dos Direitos de Voto de 1965, legislação criada para combater a discriminação racial nas eleições. A decisão pode alterar a forma como os representantes são eleitos, impactando diretamente a participação política de minorias raciais, como negros e latinos, que viram sua representação crescer de 1.500 em 1970 para mais de 10 mil atualmente, em grande parte devido a essa lei.
A medida da Corte, com sua maioria conservadora, dificulta a contestação de mapas eleitorais manipulados pela prática de gerrymandering. Agora, será exigida a prova de discriminação intencional para questionar o critério racial no desenho de distritos, o que é considerado difícil de obter. Especialistas alertam que essa decisão pode levar à perda de cadeiras para comunidades negras e latinas no Congresso e nas assembleias estaduais, potencialmente favorecendo o Partido Republicano ao permitir que legisladores estaduais redesenhem distritos para obter vantagens em áreas com minorias. A Corte também considerou inconstitucional o mapa eleitoral da Louisiana, o que limita ainda mais o uso dessa lei histórica que protege eleitores negros.
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