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Suprema Corte dos EUA enfraquece Lei dos Direitos de Voto

A Suprema Corte dos EUA enfraqueceu a Lei dos Direitos de Voto, dificultando a contestação de mapas eleitorais e levando democratas a planejar redistritamento agressivo.

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Foto: G1 Mundo
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01/05 às 06:02 · atualizado 19:01

Pontos principais

  • A Suprema Corte dos EUA esvaziou um instrumento chave da Lei dos Direitos de Voto de 1965.
  • A decisão pode impactar a participação política de minorias raciais, como negros e latinos.
  • A prática de gerrymandering, que manipula distritos eleitorais, pode ser facilitada sem a proteção anterior da lei.
  • A maioria conservadora da Corte exigirá prova de discriminação intencional para contestar critérios raciais em distritos.
  • Democratas em vários estados estão considerando planos agressivos de redistritamento para as eleições de 2028 em resposta à decisão.

A Suprema Corte dos Estados Unidos enfraqueceu um instrumento fundamental da Lei dos Direitos de Voto de 1965, legislação criada para combater a discriminação racial nas eleições. A decisão pode alterar a forma como os representantes são eleitos, impactando diretamente a participação política de minorias raciais, como negros e latinos, que viram sua representação crescer de 1.500 em 1970 para mais de 10 mil atualmente, em grande parte devido a essa lei. A medida da Corte, com sua maioria conservadora, dificulta a contestação de mapas eleitorais manipulados pela prática de gerrymandering, exigindo prova de discriminação intencional para questionar o critério racial no desenho de distritos. A Corte também considerou inconstitucional o mapa eleitoral da Louisiana, o que limita ainda mais o uso dessa lei histórica que protege eleitores negros.

Em resposta a essa decisão, que removeu barreiras para o redistritamento partidário, democratas em vários estados dos EUA estão considerando planos agressivos para as eleições de 2028. Líderes democratas, como Hakeem Jeffries e Pete Aguilar, identificaram estados como Nova York, Illinois, Colorado, Maryland, Califórnia, Washington e Oregon como alvos potenciais para novos mapas eleitorais. Legisladores que antes resistiam a tais ações agora estão abertos à ideia, afirmando que "tudo deve ser considerado neste momento", visando aumentar sua representação no Congresso.

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