A Suprema Corte dos Estados Unidos restringiu uma provisão fundamental da Lei de Direitos de Voto, enfraquecendo sua aplicação em casos de redistritamento eleitoral. A decisão, proferida no caso Louisiana v. Callais, pode ter um impacto significativo na representação minoritária, especialmente no Sul do país, e potencialmente fortalecer a maioria republicana na Câmara dos Representantes, com estimativas indicando a adição de até 19 assentos.
O ministro Samuel Alito argumentou que a Lei de Direitos de Voto não exigia a criação de um distrito adicional de maioria-minoria em Louisiana, considerando o mapa existente como um gerrymandering racial inconstitucional. A Seção 2 da lei, que proibia o gerrymandering racialmente discriminatório, foi historicamente crucial para combater as leis Jim Crow e expandir a proteção do voto para minorias. Em sua dissidência, a ministra Elena Kagan alertou que a decisão ameaça os avanços de meio século na igualdade de voto e pode levar à maior redução na representação minoritária desde a Reconstrução.
27 abr, 20:04
25 abr, 04:01
23 abr, 12:04
21 abr, 23:01
17 mar, 13:01