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Governo Lula dobra crédito do Move Brasil para R$ 21,2 bi e melhora condições

O governo Lula ampliou o programa Move Brasil, dobrando o crédito para R$ 21,2 bilhões e melhorando as condições de financiamento para renovação de frotas, com foco em autônomos.

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Foto: InfoMoney
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30/04 às 19:11 · atualizado 20:09

Pontos principais

  • A Medida Provisória 1.353 foi editada para autorizar o aumento da participação da União no FGI e destinar recursos para as linhas de financiamento.
  • O programa Move Brasil, operacionalizado pelo BNDES, agora financia a compra de caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.
  • O orçamento total do programa é de R$ 21,2 bilhões, com R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do BNDES.
  • Caminhoneiros autônomos terão R$ 2 bilhões, com financiamento em até 10 anos, 12 meses de carência e juros de 11,3% ao ano.
  • As taxas de juros para os demais beneficiários variam entre 13% e 14% ao ano, com prazo máximo de pagamento de 10 anos e carência de 6 a 12 meses.
  • Os financiamentos estão condicionados a critérios de sustentabilidade ambiental, com taxas reduzidas para quem reciclar veículos velhos.
  • O presidente Lula cobrou celeridade dos bancos públicos na liberação de crédito e pediu contrapartidas dos fabricantes.
  • O Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá as condições, encargos e prazos das linhas de financiamento.

O governo Lula anunciou a segunda fase de ampliação do programa Move Brasil, dobrando o crédito disponível para R$ 21,2 bilhões. A Medida Provisória 1.353 foi editada para autorizar o aumento da participação da União no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e destinar os recursos para as linhas de financiamento. O programa, operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), agora abrange o financiamento para a aquisição de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, além dos caminhões já contemplados. Do montante total, R$ 14,5 bilhões provêm do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do próprio banco. O valor máximo financiável por beneficiário é de até R$ 50 milhões.

As condições de financiamento foram melhoradas, especialmente para caminhoneiros autônomos, que terão R$ 2 bilhões reservados, com financiamento em até 10 anos, 12 meses de carência e taxas de juros de 11,3% ao ano. Para os demais beneficiários, as taxas de juros anuais variam entre 13% e 14%, com prazo máximo de pagamento de 10 anos e carência de 6 a 12 meses. Os recursos são destinados a transportadores autônomos, pessoas físicas associadas a cooperativas e empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano, para a compra de veículos de fabricação nacional. Caminhoneiros autônomos e cooperativados também podem adquirir veículos seminovos.

Os financiamentos estão condicionados a critérios de sustentabilidade ambiental, incentivando veículos com menor consumo e emissões, e oferecendo taxas ainda mais reduzidas para quem reciclar veículos velhos. O Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá as condições, encargos e prazos das linhas de financiamento, podendo estabelecer condições diferenciadas para veículos novos mais eficientes ou em troca de veículos antigos. O presidente Lula cobrou celeridade dos bancos públicos na liberação de crédito para autônomos e pediu contrapartidas dos fabricantes, como redução de preços e garantia de empregos. A expansão ocorre após os R$ 10 bilhões iniciais do Move Brasil, lançados em janeiro de 2026, terem sido consumidos em apenas dois meses, gerando mais de 8 mil operações de compra de caminhões novos.

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