O governo Lula anunciou a segunda fase de ampliação do programa Move Brasil, dobrando o crédito disponível para R$ 21,2 bilhões. A Medida Provisória 1.353 foi editada para autorizar o aumento da participação da União no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e destinar os recursos para as linhas de financiamento. O programa, operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), agora abrange o financiamento para a aquisição de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, além dos caminhões já contemplados. Do montante total, R$ 14,5 bilhões provêm do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do próprio banco. O valor máximo financiável por beneficiário é de até R$ 50 milhões.
As condições de financiamento foram melhoradas, especialmente para caminhoneiros autônomos, que terão R$ 2 bilhões reservados, com financiamento em até 10 anos, 12 meses de carência e taxas de juros de 11,3% ao ano. Para os demais beneficiários, as taxas de juros anuais variam entre 13% e 14%, com prazo máximo de pagamento de 10 anos e carência de 6 a 12 meses. Os recursos são destinados a transportadores autônomos, pessoas físicas associadas a cooperativas e empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano, para a compra de veículos de fabricação nacional. Caminhoneiros autônomos e cooperativados também podem adquirir veículos seminovos.
Os financiamentos estão condicionados a critérios de sustentabilidade ambiental, incentivando veículos com menor consumo e emissões, e oferecendo taxas ainda mais reduzidas para quem reciclar veículos velhos. O Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá as condições, encargos e prazos das linhas de financiamento, podendo estabelecer condições diferenciadas para veículos novos mais eficientes ou em troca de veículos antigos. O presidente Lula cobrou celeridade dos bancos públicos na liberação de crédito para autônomos e pediu contrapartidas dos fabricantes, como redução de preços e garantia de empregos. A expansão ocorre após os R$ 10 bilhões iniciais do Move Brasil, lançados em janeiro de 2026, terem sido consumidos em apenas dois meses, gerando mais de 8 mil operações de compra de caminhões novos.
InfoMoney • 30 abr, 19:39
Agência Brasil - EBC • 30 abr, 18:43
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