O Brasil alcançou a 52ª posição no ranking mundial de liberdade de imprensa, superando os EUA pela primeira vez em um cenário de deterioração global, que atingiu a menor pontuação em 25 anos.
Pela primeira vez na história, o Brasil superou os Estados Unidos no ranking mundial de liberdade de imprensa, conforme divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O país alcançou a 52ª posição, enquanto os EUA caíram para a 64ª. Esta ascensão brasileira é considerada uma exceção global, com o país crescendo 58 posições desde 2022 e 11 posições em relação a 2025.
A melhora é atribuída à "volta à normalidade" na relação governo-imprensa após o governo Bolsonaro e à ausência de jornalistas assassinados desde 2022. Medidas como a criação do Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas e a agenda de regulação de plataformas também contribuíram. Em contraste, os Estados Unidos se tornaram um "parâmetro negativo" devido a ataques sistemáticos à imprensa, especialmente durante o governo de Donald Trump.
Este cenário ocorre em um contexto global preocupante, onde a liberdade de imprensa atingiu a menor pontuação média em 25 anos. Mais da metade dos países (52%) enfrenta uma situação considerada "difícil" ou "muito grave" para o exercício do jornalismo, com a queda observada mesmo em Estados democráticos. Artur Romeu, diretor da RSF para a América Latina, destaca que a liberdade de imprensa é um direito social e coletivo, essencial para a sociedade ter acesso a informações confiáveis, e a RSF recomenda que governos ajam proativamente para fortalecer o jornalismo.
Agência Brasil - EBC • 30 abr, 11:11
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