Brasil repete segunda pior nota em índice global de percepção da corrupção
O Brasil manteve sua segunda pior pontuação histórica no Índice de Percepção da Corrupção de 2025, com 35 pontos, indicando estagnação e ficando abaixo das médias global e das Américas.
Pontos principais
- O Brasil obteve 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, repetindo a segunda pior nota da série histórica e ocupando a 107ª posição entre 182 países.
- A pontuação de 35 indica estagnação em relação a 2024 e coloca o país abaixo da média global e das Américas, que é de 42 pontos, sendo a variação de um ponto considerada estatisticamente insignificante.
- O IPC é baseado na percepção de especialistas e executivos sobre corrupção no serviço público e mecanismos de prevenção.
- A Transparência Internacional – Brasil alertou para o agravamento da infiltração do crime organizado no Estado e criticou os Três Poderes pela estagnação, incluindo falhas do governo federal e ações do Congresso e STF.
- Dinamarca, Finlândia e Cingapura lideram o ranking, enquanto Somália, Sudão do Sul e Venezuela estão nas últimas posições.
O Brasil registrou novamente 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, igualando sua segunda pior nota histórica e posicionando-se em 107º lugar entre 182 países. Este resultado, divulgado pela Transparência Internacional – Brasil, aponta para uma estagnação no combate à corrupção, mantendo o país abaixo das médias global e das Américas, ambas em 42 pontos. O IPC é baseado na percepção de especialistas e executivos sobre a corrupção no serviço público e mecanismos de prevenção.
O diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, criticou os Três Poderes pela estagnação, apontando falhas do governo federal na captura de agências regulatórias e estatais, o uso de emendas parlamentares, a aprovação de medidas que enfraquecem o combate à corrupção pelo Congresso, e a garantia de impunidade em casos de macrocorrupção pelo STF. Apesar do cenário desafiador, a entidade identifica oportunidades para a agenda anticorrupção na mobilização social contra a “PEC da Blindagem” e na presença de perfis reformistas nos tribunais superiores.
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