O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas. Jerome Powell expressou preocupação com ataques ao Fed e confirmou que permanecerá como governador para garantir transparência e apoiar seu sucessor, Kevin Warsh, embora a data de sua saída completa seja incerta.
O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas nesta quarta-feira, com as taxas de referência permanecendo entre 3,50% e 3,75% desde dezembro. A decisão foi anunciada após a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), cujo comunicado teve poucas alterações, refletindo a cautela da maioria do comitê. A atenção se voltou para o presidente Jerome Powell, que realizou seu provável último discurso como chairman do Fed.
Em sua fala, Powell parabenizou seu sucessor, Kevin Warsh, e defendeu a resiliência do Fed, expressando preocupação com 'ataques legais' à instituição. Ele também confirmou sua intenção de permanecer no banco central como governador após o término de seu mandato como presidente, enfatizando a importância de um Fed livre de influência política. Powell afirmou que sua permanência visa garantir transparência em uma investigação no Departamento de Justiça e apoiar o novo chairman, declarando que não tem 'escolha' a não ser permanecer devido às preocupações com ataques legais recentes. Embora seu mandato como presidente termine em maio de 2026, seu assento no Conselho de Governadores não expira até 2028.
Kevin Warsh é apontado como o provável próximo chefe do Fed, com sua confirmação pelo Senado esperada antes da reunião de 16 e 17 de junho. Apesar da iminente saída de Powell da presidência, há vozes no mercado, como Priya Misra do JPMorgan, que defendem sua permanência no comando como uma medida essencial de gestão de risco. A data exata da saída completa de Powell do Fed, no entanto, permanece incerta, com analistas como Jim Bianco, da Bianco Research, especulando que ele poderia permanecer como um "disruptor" na instituição. Powell manteve uma postura cautelosa sobre o impacto do preço do petróleo na inflação, indicando que a política monetária atual permite 'esperar para ver'.
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