BBI: O que está fazendo as ações da Suzano caírem desde o fim de fevereiro?
As ações da Suzano (SUZB3) caíram 20% desde o fim de fevereiro, impulsionadas principalmente pela valorização do real frente ao dólar, apesar das proteções da empresa contra a volatilidade cambial e um cenário de excesso de oferta de celulose já precificado.
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29/04 às 15:44
Pontos principais
- As ações da Suzano (SUZB3) registraram uma queda de 20% desde o fim de fevereiro, superando a desvalorização de pares locais e internacionais.
- O Bradesco BBI identificou que a principal causa da cautela dos investidores é a valorização do real, que impacta negativamente o Ebitda da Suzano.
- Apesar da volatilidade global, o real brasileiro tem se apreciado, atingindo uma máxima de dois anos, indicando que fatores domésticos superam a aversão ao risco global.
- A Suzano possui proteção cambial para 2026 e 2027, com estimativas de contribuições positivas de caixa de derivativos de R$1,5 bilhão e R$3,6 bilhões, respectivamente.
- Riscos como o conflito no Oriente Médio e o excesso de oferta de celulose (incluindo o projeto Sucuriú) já estão amplamente precificados nas avaliações da empresa.
- A Suzano negocia a 5x EV/EBITDA, abaixo de sua média histórica de 7x, refletindo a postura avessa ao risco dos investidores e críticas à sua política de retorno ao acionista.
- O BBI mantém recomendação de compra para SUZB3, com preço-alvo de R$ 73,00 para o fim de 2026, esperando que uma alocação de capital conservadora e maior visibilidade de caixa aliviem preocupações.
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