O relatório Conflitos no Campo Brasil, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em sua 40ª edição, apontou um aumento significativo nos assassinatos no campo em 2025, que dobraram de 13 para 26 vítimas, apesar de uma queda geral de 28% nas ocorrências de conflitos. A Amazônia Legal concentrou a maioria desses assassinatos, com 16 casos registrados, destacando-se Pará, Rondônia e Amazonas. Fazendeiros foram identificados como os principais agentes em 20 dos 26 assassinatos, seja como mandantes ou executores.
Além dos homicídios, o relatório indicou um aumento em outras formas de violência, como prisões, humilhação e cárcere privado, muitas vezes ligadas a ações arbitrárias da Polícia Militar. Os conflitos por terra representam 75% dos casos, com invasão, pistolagem e contaminação por agrotóxicos sendo as principais violências que afetam povos indígenas, posseiros e quilombolas. Os casos de trabalho escravo ou análogo à escravidão também cresceram 5%, resultando no resgate de 1.991 trabalhadores em setores como construção de usinas, lavouras e pecuária. A CPT, em parceria com o ISPN, lançou o Observatório Socioambiental para monitorar essas violações.
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