Contra o tempo: o que os ‘superenvelhecedores’ ensinam sobre manter a cabeça afiada
Pesquisadores da Northwestern Medicine estudam "superenvelhecedores" há mais de 25 anos para entender como alguns idosos mantêm uma acuidade mental excepcional, identificando características comportamentais e neurobiológicas que desafiam o declínio cognitivo típico.
|
26/04 às 04:00
Pontos principais
- O estudo da Northwestern Medicine investiga "superenvelhecedores" (indivíduos com 80+ anos com memória excepcional) há mais de 25 anos.
- Esses idosos apresentam desempenho de memória comparável ao de pessoas 30 anos mais jovens, desafiando a inevitabilidade do declínio cognitivo.
- Características incluem um perfil altamente sociável e extrovertido, além de estruturas cerebrais preservadas e, em alguns casos, mais espessas.
- Análises cerebrais revelaram que alguns "superenvelhecedores" possuem proteínas associadas ao Alzheimer, mas sem danos significativos (resiliência), enquanto outros não as desenvolvem (resistência).
- A pesquisa identificou padrões neurobiológicos específicos, como maior quantidade de neurônios de von Economo e neurônios maiores na região entorrinal.
- As descobertas, publicadas na revista Alzheimer’s & Dementia, visam desenvolver estratégias para fortalecer a resiliência cognitiva e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas.
- A doação de cérebros pelos participantes é crucial para os avanços científicos, permitindo descobertas mesmo após a morte.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Sandra Weintraub (professora de Psiquiatria, Ciências Comportamentais e Neurologia)M. Marsel Mesulam (neurologista)Tamar Gefen (neuropsicóloga)Changiz Geula (pesquisador)
Organizações
Northwestern MedicineNorthwestern University Feinberg School of MedicineMesulam Center for Cognitive Neurology and Alzheimer’s DiseaseAlzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s AssociationNational Institute on AgingNational Alzheimer Coordinating Center
Lugares
Estados Unidos

