Tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta) têm sido avistadas com frequência na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, desde 2024, um fato inédito que intriga pesquisadores e pescadores. O Projeto Aruanã, dedicado à conservação de tartarugas marinhas, está monitorando esses reaparecimentos, documentando os registros e realizando a marcação de alguns indivíduos. A presença da espécie, que normalmente habita áreas oceânicas, em águas internas da baía abre novas linhas de pesquisa sobre o comportamento e a resiliência ambiental da região.
A principal hipótese para o retorno das tartarugas é a busca por condições favoráveis de alimentação, mesmo com os riscos de poluição, colisões e ingestão de resíduos. Para aprofundar o entendimento sobre esse fenômeno, uma nova etapa de monitoramento com transmissores via satélite será implementada, visando identificar as rotas e o tempo de permanência das tartarugas na baía. Biólogas como Larissa Araujo e Suzana Guimarães ressaltam a importância da colaboração de pescadores e moradores para o sucesso do monitoramento e a conservação da espécie.
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