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Petrobras não exerce preferência e fecha novo acordo de acionistas da Braskem

A Petrobras não exercerá direitos de preferência na venda da Braskem e assinou um novo acordo de acionistas para controle compartilhado com o fundo Shine I FIP, aumentando sua influência na gestão.

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Foto: InfoMoney
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24/04 às 00:04 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Petrobras não exercerá direito de preferência e tag along na venda da participação da Novonor na Braskem.
  • Um novo acordo de acionistas foi assinado com o fundo Shine I FIP em 23 de abril de 2026.
  • Petrobras e Shine I FIP terão controle compartilhado da Braskem, com igual representação no conselho e diretoria.
  • Decisões estratégicas do Conselho de Administração e Assembleia Geral de Acionistas da Braskem exigirão consenso.
  • A Petrobras manterá 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto na Braskem.
  • A Novonor transferiu sua participação de controle na Braskem para a IG4 Capital, que assessora o fundo Shine I FIP.
  • O acordo é visto como um marco para resolver a incerteza sobre a estrutura de controle e destravar a reestruturação da Braskem.

A Petrobras anunciou que não exercerá seus direitos de preferência e tag along na venda da participação da Novonor na Braskem para o fundo Shine I FIP. A decisão, comunicada na noite de quinta-feira (23), abre caminho para que o fundo adquira a fatia da Novonor na petroquímica. A Novonor transferiu sua participação de controle na Braskem para a IG4 Capital, que assessora o fundo Shine I FIP, gerido pela Vórtex Capital. A operação da Novonor prevê uma oferta para aquisição das ações da Braskem em circulação no mercado.

Além disso, a Petrobras assinou um novo acordo de acionistas da Braskem com o Shine I FIP. Este acordo estabelece um controle compartilhado da Braskem, onde Petrobras e o fundo terão o mesmo número de representantes no conselho de administração e na diretoria, uma antiga reivindicação da estatal. Decisões estratégicas do Conselho de Administração e da Assembleia Geral de Acionistas exigirão o aval de ambos os acionistas. A Petrobras manterá 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto na Braskem, e o novo acordo entrará em vigor após a conclusão da transferência das ações da Novonor e submissão de um novo Estatuto Social. Analistas da XP e Bradesco BBI avaliam que a Petrobras terá maior influência na gestão da Braskem, o que é visto positivamente para a reestruturação da empresa.

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