Conselheiro de Trump causa polêmica com declarações sobre brasileiras
Paolo Zampolli, enviado especial do governo Trump, gerou controvérsia ao descrever mulheres brasileiras como uma "raça maldita", provocando repúdio de Janja da Silva e do Ministério das Mulheres.
Pontos principais
- Paolo Zampolli, conselheiro de Donald Trump, fez comentários depreciativos sobre mulheres brasileiras em entrevista à emissora italiana RAI.
- Ele descreveu as brasileiras como uma "raça maldita programada para confusão" ao discutir sua relação com a ex-esposa, Amanda Ungaro.
- As declarações ocorrem em meio a uma disputa pela guarda do filho de 15 anos com Ungaro, que foi deportada dos EUA por fraude.
- O Ministério das Mulheres e a primeira-dama Janja da Silva repudiaram as falas de Zampolli, classificando-as como discurso de ódio e misoginia.
- A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) também criticou Zampolli, chamando-o de "misógino arrogante da extrema direita".
- Registros indicam que Zampolli contatou um funcionário do ICE para garantir a detenção e deportação de Ungaro.
- O Departamento de Segurança Interna negou qualquer motivação política na deportação de Ungaro, afirmando que ela foi detida por irregularidades no visto e acusações de fraude.
- Zampolli é um antigo aliado de Trump e foi nomeado enviado especial para assuntos globais em março de 2025.
Paolo Zampolli, enviado especial para assuntos globais no governo de Donald Trump, causou polêmica ao proferir declarações ofensivas sobre mulheres brasileiras em uma entrevista à emissora italiana RAI. Zampolli referiu-se a elas como uma "raça maldita programada para confusão" enquanto comentava sua relação com a ex-esposa brasileira, Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos e tem um filho de 15 anos. Ele também proferiu xingamentos contra uma amiga de Amanda, chamando-a de "puta brasileira" e "vaca".
As declarações surgem em meio a uma disputa pela guarda do filho e acusações de abuso sexual e agressões feitas por Ungaro contra Zampolli, as quais ele nega. A primeira-dama Janja da Silva expressou indignação com as falas de Zampolli, lembrando que ele é acusado de violência doméstica e abuso sexual e psicológico por sua ex-mulher. Janja enfatizou que as mulheres brasileiras são fortes e corajosas, e que tais declarações não as diminuem. O Ministério das Mulheres também repudiou as afirmações, classificando-as como discurso de ódio, misoginia e incitação à violência, reforçando que não podem ser relativizadas pela liberdade de expressão. O governo brasileiro reafirmou seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e o enfrentamento da violência de gênero e raça. A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) se juntou às críticas, classificando Zampolli como um "misógino arrogante da extrema direita".
Ungaro foi detida e deportada dos Estados Unidos por fraude, após ter seu visto vencido. Zampolli foi acusado pelo jornal The New York Times de ter influenciado politicamente a deportação de Amanda Ungaro, com registros indicando que ele contatou um funcionário do ICE para garantir a detenção e deportação. No entanto, o Departamento de Segurança Interna negou qualquer influência política, afirmando que a deportação ocorreu por visto vencido e acusação de fraude. Zampolli, conhecido por sua proximidade com Trump e por ter apresentado Melania Knauss ao presidente, foi nomeado para o cargo de enviado especial para assuntos globais em março de 2025, atuando na interlocução internacional do governo.
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