Ofcom investiga Telegram e sites de bate-papo por abuso sexual infantil
A Ofcom, reguladora britânica, investiga o Telegram por material de abuso sexual infantil e dois sites de bate-papo, enquanto o Telegram nega as acusações e questiona a investigação.
Pontos principais
- A Ofcom investiga o Telegram por alegações de material de abuso sexual infantil, como parte da Lei de Segurança Online de 2023.
- Dois sites de bate-papo para adolescentes, Teen Chat e Chat Avenue, também estão sob investigação da reguladora britânica.
- O Telegram negou as acusações, alegando ter eliminado a disseminação pública de tal material desde 2018 e expressou surpresa com a investigação.
- A ação visa combater a disseminação de conteúdo ilegal e prejudicial online e proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.
- A diretora de Fiscalização da Ofcom alertou que empresas enfrentarão sérias consequências se não melhorarem a proteção infantil.
- A investigação do Telegram foca em sua política de moderação de conteúdo e na presença de material ilegal na plataforma.
A Ofcom, reguladora de comunicações do Reino Unido, iniciou uma investigação formal contra o aplicativo de mensagens Telegram devido a alegações de disseminação de material de abuso sexual infantil. Esta ação faz parte dos esforços do país para proteger crianças online, seguindo a Lei de Segurança Online de 2023. Paralelamente, a Ofcom também está investigando dois sites de bate-papo voltados para adolescentes, Teen Chat e Chat Avenue, por não protegerem crianças contra aliciamento, ampliando seu escopo de atuação na proteção de menores no ambiente digital. A investigação contra o Telegram visa apurar a presença e disseminação de conteúdo ilegal na plataforma, colocando sua política de moderação de conteúdo sob escrutínio.
Em resposta às acusações, o Telegram negou categoricamente as alegações em um comunicado, afirmando ter eliminado a disseminação pública de tal material desde 2018 através de algoritmos. A empresa, sediada em Dubai, expressou surpresa com a investigação, sugerindo que pode ser um ataque à liberdade de expressão e privacidade. Suzanne Cater, diretora de Fiscalização da Ofcom, alertou que as empresas enfrentarão sérias consequências se não melhorarem a proteção infantil, reforçando o compromisso em proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.
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