O presidente em exercício Geraldo Alckmin defendeu a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1, citando avanços tecnológicos e a necessidade de um debate no Congresso.
O presidente em exercício Geraldo Alckmin defendeu a proposta de redução da jornada de trabalho, atualmente em escala 6x1, argumentando que o avanço tecnológico e o consequente ganho de produtividade justificam a medida. A proposta, que visa reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e adotar o modelo 5x2, foi enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com urgência constitucional. Alckmin ressaltou que a tecnologia, incluindo inteligência artificial e robótica, permite uma maior produção com um número menor de funcionários, ao mesmo tempo em que demanda uma mão de obra mais qualificada.
Durante uma visita à Unipar, uma empresa química em Cubatão (SP) que passou por modernização, Alckmin destacou que a redução da jornada de trabalho é uma tendência global observada em diversos setores, como agricultura, indústria e serviços. Ele afirmou que o governo apoia a iniciativa, mas enfatizou a necessidade de um debate aprofundado no Congresso para definir as especificidades da implementação. Estima-se que cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham na escala 6x1 e 37 milhões têm jornadas superiores a 40 horas semanais.
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