Na Argentina, a posse de um emprego formal deixou de ser uma garantia contra a pobreza, conforme apontam institutos públicos e consultorias privadas. A inflação persistente e a desvalorização da moeda têm erodido o poder de compra dos salários, resultando em muitos trabalhadores com carteira assinada incapazes de cobrir os custos da cesta básica familiar. Essa situação reflete uma precarização generalizada e uma deterioração da qualidade de vida da população, onde um em cada cinco trabalhadores argentinos se encontra em situação de pobreza, mesmo estando empregado.
A capacidade de compra do salário médio mensal no país caiu mais de 20% entre 2010 e 2025, impulsionada pela alta inflação e o aumento da informalidade. Embora o governo Milei tenha reportado uma queda na pobreza para 28%, analistas questionam a metodologia de cálculo e destacam a contínua diminuição dos salários reais. A crise econômica no país tem levado a um cenário onde, mesmo com trabalho, a sobrevivência se torna um desafio diário para muitos argentinos.
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