O Brasil registrou um aumento significativo no número de pessoas vivendo sozinhas, com os domicílios unipessoais mais que dobrando na última década, passando de 7,5 milhões em 2012 para 15,6 milhões em 2025. Dados da PNAD Contínua do IBGE revelam que, em 2025, quase um em cada cinco domicílios brasileiros (19,7%) tinha apenas um morador. Este fenômeno é amplamente atribuído ao envelhecimento da população, com maior expectativa de vida e reconfigurações familiares, e ocorre em um contexto onde a parcela de idosos (60 anos ou mais) cresceu de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025, em uma população total de 212,7 milhões.
Embora homens ainda sejam maioria entre os que vivem sozinhos (54,9%), frequentemente associado a separações ou deslocamentos por trabalho, entre as mulheres, mais da metade dos lares unipessoais (56,5%) eram ocupados por aquelas com 60 anos ou mais em 2025. Isso se deve à maior longevidade feminina, viuvez e escolha por autonomia. A região Sudeste concentra a maior proporção de lares unipessoais (20,9%), mas capitais do Sul, como Florianópolis, apresentam as maiores taxas, atingindo 30,5%.
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