Morte de equipe da Band expõe precarização do jornalismo
A morte de um cinegrafista e uma repórter da Band em Minas Gerais, em acidente de carro, levanta debate sobre a precarização e os riscos no jornalismo.
Pontos principais
- O cinegrafista Rodrigo Lapa e a repórter Alice Ribeiro, da Band, morreram em um acidente na BR-381, em Minas Gerais.
- As entidades Fenaj e SJPMG apontam que o acidente evidencia a precarização do jornalismo e o acúmulo de função.
- O cinegrafista dirigia o veículo no momento do acidente, o que as entidades consideram uma sobrecarga de tarefas.
- Fenaj e SJPMG cobram investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e melhores condições de trabalho para jornalistas.
Um acidente de carro na BR-381, em Minas Gerais, resultou na morte do cinegrafista Rodrigo Lapa e da repórter Alice Ribeiro, da Band. O incidente ocorreu enquanto a equipe retornava de uma pauta. Lapa morreu no local, e Ribeiro, mãe de um bebê de nove meses, teve morte cerebral confirmada no dia seguinte.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) manifestaram pesar e solidariedade, mas alertaram que o caso expõe a precarização do jornalismo e o acúmulo de funções. As entidades destacam que profissionais estão sendo sobrecarregados com tarefas que não lhes cabem, como a condução de veículos, aumentando os riscos. Elas cobram a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar as condições de trabalho e exigem medidas para garantir equipes completas e segurança. A Band ainda não se manifestou sobre as críticas.
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