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Pesquisa aponta crise de saúde mental e assédio entre jornalistas brasileiros

Estudo da Fundacentro e Fenaj revela altos índices de depressão, insônia e assédio moral enfrentados por profissionais da imprensa no país.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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14/09 às 16:45, atualizado 20:45

Pontos principais

  • Mais de 50% dos jornalistas brasileiros apresentam sintomas de depressão.
  • Cerca de 47,8% dos profissionais sofrem com estresse e 47,9% relatam insônia.
  • Entre 26% e 37% dos jornalistas afirmam ter sofrido assédio moral no ambiente de trabalho.
  • A pressão por métricas de audiência e a falta de apoio institucional são fatores de adoecimento.
  • A presidente do CCS, Patrícia Blanco, destacou o aumento de ataques contra jornalistas, especialmente mulheres, durante o período eleitoral.

Uma pesquisa realizada pela Fundacentro em parceria com a Fenaj expõe um cenário alarmante sobre a saúde mental dos jornalistas brasileiros. Os dados, apresentados ao Conselho de Comunicação Social, indicam que mais da metade dos profissionais entrevistados sofre de depressão, enquanto quase 48% enfrentam quadros de estresse e insônia. Além do esgotamento psicológico, o levantamento aponta que o ambiente de trabalho é marcado por hostilidade, com a naturalização do assédio moral e a pressão constante por métricas de audiência.

A falta de suporte institucional agrava a situação, já que 61% dos jornalistas afirmam não receber apoio adequado de colegas ou superiores. Esse contexto de sobrecarga é agravado por um ambiente externo de hostilidade, com a presidente do Conselho de Comunicação Social, Patrícia Blanco, denunciando o aumento de ataques contra profissionais da imprensa, especialmente mulheres, durante o período eleitoral. O estudo reforça a necessidade urgente de políticas de proteção e melhores condições laborais para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores da categoria.

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