Pesquisa aponta crise de saúde mental entre jornalistas brasileiros
Estudo da Fundacentro e Fenaj revela altos índices de depressão, ansiedade e assédio moral enfrentados por profissionais da imprensa no país.
Pontos principais
- 50% dos jornalistas entrevistados apresentam quadros de depressão.
- Cerca de 37% dos profissionais relataram ter sofrido assédio moral no trabalho.
- 61% dos jornalistas sentem falta de apoio social de colegas e superiores.
- 21,5% dos participantes consomem álcool em níveis considerados de risco.
Uma pesquisa realizada pela Fundacentro em parceria com a Fenaj expõe um cenário alarmante sobre a saúde mental dos jornalistas brasileiros. Os dados indicam que metade dos profissionais entrevistados sofre de depressão, enquanto 48% relatam problemas de insônia e 36% enfrentam quadros de ansiedade. Além do esgotamento psicológico, o levantamento aponta que o ambiente de trabalho é marcado por hostilidade, com índices de assédio moral que variam entre 26% e 37%, além de 30% de incidência de cyberbullying.
A falta de suporte institucional agrava a situação, já que 61% dos jornalistas afirmam não receber apoio adequado de colegas ou superiores. Esse contexto de sobrecarga e isolamento reflete diretamente em comportamentos nocivos, como o consumo de álcool em níveis de risco por mais de 20% da categoria. O estudo reforça a necessidade urgente de políticas de proteção e melhores condições laborais para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores da imprensa no Brasil.
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