O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou que os países europeus adotem medidas fiscais direcionadas para mitigar o impacto da guerra no Oriente Médio e do choque energético, que deve reduzir o PIB da região em 0,5 ponto percentual até 2027.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) instou os países europeus a implementarem medidas fiscais mais direcionadas, visando mitigar os efeitos do choque energético e da guerra no Oriente Médio. A instituição projeta que o conflito no Oriente Médio reduzirá o Produto Interno Bruto (PIB) da Europa em aproximadamente 0,5 ponto percentual até 2027, com maior impacto em nações dependentes de energia importada. O FMI enfatiza a necessidade de evitar pacotes de apoio amplos que possam pressionar as contas públicas, sugerindo que programas de apoio pós-crise do gás, que custaram cerca de 2,5% do PIB, poderiam ter sido limitados a 0,9% se focados em famílias vulneráveis.
Além da disciplina fiscal e de políticas temporárias e focalizadas, o FMI reforça a importância de reformas estruturais e maior integração europeia, incluindo o mercado de capitais e a união energética. A transição energética é considerada inevitável para reduzir vulnerabilidades externas e sustentar o crescimento a longo prazo. A perspectiva de riscos do FMI permanece inclinada para baixo, sem expectativa de um cenário mais benigno que o atual.
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