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Realpolitik molda relações e contratos no mundo dos negócios

O conceito de realpolitik, que descreve como o poder influencia as relações internacionais, é aplicado para analisar a dinâmica de poder e a efetividade de contratos no ambiente empresarial.

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Foto: Pipeline Valor
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15/04 às 22:06

Pontos principais

  • A realpolitik, que prega que "os fortes fazem o que podem; os fracos sofrem o que devem", é estendida para o contexto corporativo.
  • A assimetria de poder entre empresas pode diminuir a efetividade prática dos contratos, mesmo que estes estabeleçam regras claras.
  • A insegurança jurídica e a morosidade processual no Brasil exacerbam a assimetria de poder, levando a descumprimentos contratuais racionais.
  • A avaliação do histórico das contrapartes e a flexibilidade para renegociar são cruciais para a aplicação eficaz de contratos.
  • A tese de Mark Carney sobre o pragmatismo nas relações internacionais serve de paralelo para a dinâmica de poder no setor privado.

O conceito de realpolitik, tradicionalmente associado à geopolítica e à máxima de que "os fortes fazem o que podem; os fracos sofrem o que devem", está sendo aplicado para entender as relações e a efetividade dos contratos no mundo dos negócios. Essa perspectiva sugere que, assim como nos tratados internacionais, a assimetria de poder entre empresas pode comprometer a aplicação prática de acordos, independentemente das cláusulas estabelecidas.

No Brasil, a insegurança jurídica e a lentidão dos processos judiciais intensificam essa dinâmica, permitindo que partes mais fortes descumpram contratos de forma racional, cientes das dificuldades de execução. Diante desse cenário, a avaliação do histórico das contrapartes e a disposição para renegociar termos tornam-se elementos cruciais para garantir a eficácia dos contratos e mitigar os riscos decorrentes da disparidade de poder.

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