O conceito de realpolitik, tradicionalmente associado à geopolítica e à máxima de que "os fortes fazem o que podem; os fracos sofrem o que devem", está sendo aplicado para entender as relações e a efetividade dos contratos no mundo dos negócios. Essa perspectiva sugere que, assim como nos tratados internacionais, a assimetria de poder entre empresas pode comprometer a aplicação prática de acordos, independentemente das cláusulas estabelecidas.
No Brasil, a insegurança jurídica e a lentidão dos processos judiciais intensificam essa dinâmica, permitindo que partes mais fortes descumpram contratos de forma racional, cientes das dificuldades de execução. Diante desse cenário, a avaliação do histórico das contrapartes e a disposição para renegociar termos tornam-se elementos cruciais para garantir a eficácia dos contratos e mitigar os riscos decorrentes da disparidade de poder.
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