A realpolitik nos negócios
O artigo explora o conceito de realpolitik, originalmente aplicado à geopolítica, e o estende para o mundo dos negócios, analisando como a assimetria de poder e a insegurança jurídica afetam a efetividade dos contratos e as relações entre empresas.
|
12/04 às 06:30
Pontos principais
- O conceito de realpolitik, que afirma que "os fortes fazem o que podem; os fracos sofrem o que devem", é aplicado às relações empresariais.
- A tese de Mark Carney sobre o pragmatismo nas relações internacionais serve de paralelo para a dinâmica de poder no setor privado.
- Contratos, assim como tratados internacionais, estabelecem regras, mas a assimetria de poder pode diminuir sua efetividade prática.
- A reação de países ao tarifaço dos EUA ilustra como atores mais vulneráveis priorizam o pragmatismo sobre o apego rígido a acordos.
- No Brasil, a insegurança jurídica e a morosidade processual exacerbam a assimetria de poder, levando a casos de descumprimento contratual racional.
- Um bom contrato deve conciliar incentivos inteligentes e mecanismos eficientes de execução, mas a realpolitik sugere que o poder será exercido independentemente das regras.
- A avaliação do histórico das contrapartes e a flexibilidade para renegociar são cruciais para a aplicação eficaz de contratos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
TucídidesMark Carney (primeiro-ministro canadense)Guilherme Forbes (sócio e fundador do Stocche Forbes Advogados)André StoccheCarlos Mello
Organizações
Fórum Econômico de DavosMadronaCoelho & DalleStocche Forbes AdvogadosTauil & ChequerTrench RossiTozziniFreireLefosse
Lugares
NordesteEstados UnidosBrasilFaria Lima
