BoE e BCE enfrentam dilemas na política monetária, com o BoE em "ponto crítico" e o BCE buscando vigilância sem pressa em altas de juros, ambos impactados pela guerra no Irã.
O Banco da Inglaterra (BoE) encontra-se em um "ponto crítico" para sua política monetária, influenciado pela guerra no Irã e pela fragilidade da economia do Reino Unido, conforme declarado por Alan Taylor, membro da instituição. Embora os dados atuais não reflitam totalmente os efeitos do conflito, empresas britânicas já manifestam preocupação com as consequências. Taylor também concordou com o governador Andrew Bailey que os mercados se anteciparam ao precificar múltiplas elevações de juros, indicando que a política monetária já é restritiva. Em linha com essa cautela, uma pesquisa da Bloomberg com economistas indica que o BoE deverá manter as taxas de juros inalteradas ao longo de todo o ano de 2026, em meio a um aumento da inflação no Reino Unido atribuído ao choque energético da guerra.
Paralelamente, o Banco Central Europeu (BCE) também se prepara para ajustar sua política monetária. Uma pesquisa da Bloomberg aponta que o BCE deverá aumentar as taxas de juros em junho, impulsionado por uma projeção de inflação mais alta em 2026. No entanto, Madis Muller, membro do Conselho do BCE, enfatizou a necessidade de vigilância contra os potenciais riscos de inflação decorrentes da guerra no Irã, mas alertou contra a pressa em aumentar as taxas de juros. A política monetária deve ser cautelosa e não precipitada. A guerra no Irã é citada como um fator chave para esse aumento inflacionário na zona do euro, levando o BCE a agir para conter o avanço dos preços. A reação do mercado de trabalho à guerra será um fator crucial para as futuras decisões de ambos os bancos centrais.
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