BRB negocia R$ 15 bi em ativos do Banco Master; Bradesco e Itaú compram carteiras
O BRB negocia a venda de R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master com a Quadra Capital, enquanto Bradesco e Itaú confirmam a aquisição de carteiras de empréstimos do banco.
Pontos principais
- A Quadra Capital negocia a compra de R$ 15 bilhões em ativos do BRB, originados do Banco Master.
- O Itaú Unibanco confirmou a aquisição de ativos do BRB, classificando a transação como imaterial.
- O Bradesco confirmou a aquisição de carteiras de empréstimos do BRB, em consórcio com o Itaú, para operações com estados e municípios.
- A participação de Bradesco e Itaú no consórcio é de 50% para cada.
- Os ativos eram do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro passado por fraudes.
- A transação com a Quadra será via FIDC, com R$ 4 bilhões em liquidez imediata e R$ 11 bilhões em cotas subordinadas para o BRB.
- Uma auditoria independente apontou a necessidade de o BRB provisionar R$ 13 bilhões.
A gestora Quadra Capital está em negociações avançadas para adquirir R$ 15 bilhões em ativos do Banco de Brasília (BRB). Paralelamente, o Itaú Unibanco confirmou ter celebrado um acordo para adquirir ativos do BRB, embora tenha classificado a transação como imaterial. O Bradesco, por sua vez, confirmou que, em consórcio com o Itaú, está adquirindo carteiras de empréstimos do BRB concedidos a estados e municípios, em resposta a questionamentos da CVM. A participação de Bradesco e Itaú no consórcio é de 50% para cada, e o Bradesco esclareceu que o valor da aquisição é menor do que o montante inicialmente noticiado. Essas movimentações ocorrem em meio à crise enfrentada pelo BRB, que sofreu uma deterioração patrimonial significativa após a aquisição de carteiras do Banco Master.
Os ativos em questão pertenciam originalmente ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro passado devido a problemas com carteiras de crédito fraudulentas. A transação com a Quadra Capital será estruturada por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), onde o BRB receberá R$ 4 bilhões em liquidez imediata e R$ 11 bilhões em cotas subordinadas. A remuneração do BRB pelas cotas subordinadas dependerá do índice de recuperação de créditos pela Quadra.
A carteira inclui cerca de R$ 12 bilhões em créditos (consignado e financiamento a empresas) e R$ 3 bilhões em participações acionárias. O BRB busca reforçar seu capital, e a operação, que depende da aprovação do Banco Central, visa resolver problemas de liquidez e reforço patrimonial do banco, com apoio do FGC. Uma auditoria independente apontou a necessidade de o BRB provisionar R$ 13 bilhões, superando a estimativa inicial do banco.
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